Henrique Reis
Personalidade

Martin Heidegger

  • Filósofo
  • Professor
Origem
Alemanha
Período de vida
26 de setembro de 1889 — 26 de maio de 1976

Filósofo alemão que recolocou a questão do ser e transformou a fenomenologia; sua influência permanece inseparável do exame crítico de seu nazismo e antissemitismo.

Resumo rápido

Para se orientar

Conhecido por
Questão do ser · Fenomenologia · Dasein · Temporalidade
Período
26 de setembro de 1889 — 26 de maio de 1976
Interlocutores no acervo
Friedrich Nietzsche · Hannah Arendt · Michel Foucault
Ideias principais

Conceitos para ler sem atalhos

Diferença entre ser e ente

Entes são aquilo que encontramos; ser diz respeito aos modos pelos quais eles se tornam inteligíveis como entes, não a um objeto oculto atrás das coisas.

Dasein

O ente para o qual seu próprio ser está em questão; normalmente designa nossa existência, sem pressupor de início sujeito, alma ou animal racional.

Ser-no-mundo

Estrutura unitária de envolvimento prático e significativo, não localização de uma mente dentro de um recipiente chamado mundo.

Cuidado

Unidade estrutural de uma existência já lançada, adiante de si em possibilidades e ocupada com entes e outros.

Por onde começar

Uma trilha possível, não uma hierarquia

Capa da edição alemã de 1927 de Ser e Tempo
book · 1927

Ser e Tempo

Sein und Zeit

Obra central e difícil; uma leitura guiada pelos conceitos de mundo, cuidado, angústia e temporalidade é mais produtiva que procurar frases existenciais isoladas.

Edição brasileira cadastrada: Ser e Tempo (indisponível).

Obras no acervo

Trabalhos relacionados

Os vínculos abaixo vêm dos créditos das próprias obras e são atualizados automaticamente.

Livros no acervo

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Trajetória

Trajetória e contexto

Formado entre teologia e filosofia, Heidegger trabalhou com Edmund Husserl e publicou Ser e Tempo em 1927. A obra investiga a questão do ser por meio da analítica do Dasein e marcou fenomenologia, hermenêutica e existencialismo, embora o projeto anunciado tenha ficado inacabado.

Em 1933, filiou-se ao Partido Nazista e assumiu a reitoria da Universidade de Freiburg. Seus discursos, sua atuação e a posterior publicação dos Cadernos Negros documentam compromissos políticos e passagens antissemitas que impedem tratar o episódio como simples erro breve.

Depois de Ser e Tempo, deslocou o vocabulário para história do ser, verdade, linguagem, arte e técnica. A chamada Kehre pode ser lida como virada ou reorientação, e sua continuidade com a obra inicial permanece debatida.

  • Questão do ser
  • Fenomenologia
  • Dasein
  • Temporalidade
  • Técnica
  • Filosofia e política