Sociogenia
Condições sociais e coloniais participam da formação do sofrimento e da experiência racializada; não são mero cenário externo de uma psicologia individual.

Psiquiatra, escritor e pensador anticolonial nascido na Martinica cuja obra relaciona colonialismo, racialização, linguagem, sofrimento psíquico e descolonização.
Condições sociais e coloniais participam da formação do sofrimento e da experiência racializada; não são mero cenário externo de uma psicologia individual.
Falar uma língua envolve hierarquias culturais, expectativas de reconhecimento e modos de aparecer num mundo colonial.
Transformação material, política e subjetiva da ordem colonial; a análise da violência descreve uma estrutura histórica e não funciona como elogio abstrato de qualquer violência.
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Fanon nasceu na Martinica, serviu nas forças da França Livre, estudou medicina e psiquiatria em Lyon e trabalhou no hospital de Blida-Joinville, na Argélia. Sua prática clínica e sua experiência política atravessam a análise do colonialismo.
Ao participar da luta anticolonial argelina, escreveu sobre racialização, alienação e violência sem caber adequadamente numa classificação nacional ou identitária única. Sua ideia de sociogenia recusa explicar o sofrimento apenas pela biologia ou pela vida psíquica individual.