Mal como privação
O mal não é uma substância rival do bem; descreve corrupção ou falta numa realidade criada.

Aurelius Augustinus · Aurélio Agostinho
Filósofo e teólogo da Antiguidade tardia que articulou cristianismo, platonismo e investigação da vontade, do mal, da memória, do tempo e da história.
Agostinho nasceu em Tagaste, no Norte da África romana, estudou e ensinou retórica. Após passagens pelo maniqueísmo e pelo ceticismo acadêmico, aproximou-se de leituras platônicas e converteu-se ao cristianismo em Milão.
De volta à África, tornou-se presbítero e bispo de Hipona. Seus escritos unem controvérsia teológica, interpretação bíblica e investigação filosófica; separá-los completamente segundo disciplinas modernas distorce o projeto.
O mal não é uma substância rival do bem; descreve corrupção ou falta numa realidade criada.
A responsabilidade da vontade e a dependência da graça formam uma tensão central, desenvolvida de maneiras diferentes ao longo da obra.
A experiência temporal conecta memória do passado, atenção ao presente e expectativa do futuro.
O retorno à mente não é isolamento: procura verdade, memória, vontade e relação com Deus.