Henrique Reis
Arte promocional oficial de Dandara
2018 · jogo brasileiro

Dandara

O deslocamento por saltos não é só um controle diferente. Ele transforma paredes e tetos em rotas equivalentes e obriga cada sala a ensinar onde é possível pousar.

Sobre o jogo

Um metroidvania em que Dandara não caminha: ela salta entre superfícies, reorganizando orientação, combate e leitura do mapa.

Como ele joga

Dandara mira uma superfície válida e se projeta até ela. Distância, ângulo, carga e posição dos pontos de pouso determinam exploração e combate.

Direção de arte

A pixel art usa orientação instável, arquitetura fragmentada e referências brasileiras dentro do mundo fantástico de Sal, preservando a legibilidade dos pontos de pouso.

Narrativa

A heroína enfrenta forças de opressão no universo de Sal. A Long Hat House esclarece que o nome parte de Dandara dos Palmares, mas o jogo não narra sua história real.

Som e música

A trilha alterna contemplação, estranhamento e urgência, acompanhando a exploração sem precisar explicar o espaço construído pela arte.

Por que importa

Dandara mostra como uma restrição de movimento pode organizar um jogo inteiro e liga uma protagonista inspirada em figura histórica brasileira a um mundo próprio.

Conexão com o Brasil

Desenvolvido pela Long Hat House, estúdio independente de Belo Horizonte.

A protagonista é inspirada em Dandara dos Palmares; o universo fictício não reconta literalmente sua história.

Desenvolvimento

A Long Hat House partiu de uma mecânica para telas de toque e a adaptou a controles. O estúdio abandonou uma representação literal da escravidão por reconhecer que o tema exigiria outra pesquisa.

Fontes e páginas oficiais