Três maneiras de estudar poder
- Filosofia política pergunta por autoridade, obediência, liberdade e legitimidade.
- Teoria social observa instituições, práticas, classificações e formas dispersas de controle.
- Literatura constrói experiências de vigilância e linguagem que podem revelar um problema sem servir como evidência histórica suficiente.
- Leia conceitos rivais antes de declarar que toda relação é dominação.
Filosofia política: quem pode mandar e por quê?

A República
Dificuldade avançada. Tema: justiça, educação e governo. Mostra poder ligado à formação da alma e da cidade; a política hierárquica de Platão exige crítica, não reverência.
1. A República, Platão (século IV a.C.)

Leviatã
Dificuldade avançada. Tema: soberania e contrato. Explica autoridade a partir do medo, do conflito e da representação; sua defesa de poder soberano amplo não encerra a questão da legitimidade.
2. Leviatã, Thomas Hobbes (1651)

Sobre a Liberdade
Dificuldade intermediária. Tema: coerção estatal e social. Mill distingue dano, paternalismo e tirania da maioria; casos coletivos e desigualdades tornam a aplicação controversa.
3. Sobre a Liberdade, John Stuart Mill (1859)

A Condição Humana
Dificuldade intermediária. Tema: ação e espaço público. Arendt entende poder como capacidade de agir em conjunto, diferenciando-o de violência; sua separação entre esferas é debatida.
4. A Condição Humana, Hannah Arendt (1958)
Dominação, violência e formação de sujeitos

Origens do Totalitarismo
Dificuldade avançada. Tema: totalitarismo. Relaciona antissemitismo, imperialismo e massas; a obra é histórica e conceitualmente ambiciosa, com teses discutidas.
5. Origens do Totalitarismo, Hannah Arendt (1951)

Eichmann em Jerusalém
Dificuldade intermediária. Tema: burocracia e responsabilidade. A banalidade do mal descreve um problema de julgamento, não crimes banais; fatos e interpretações do livro foram contestados.
6. Eichmann em Jerusalém, Hannah Arendt (1963)

Vigiar e Punir
Dificuldade intermediária. Tema: disciplina. Foucault mostra vigilância, exame e normalização produzindo indivíduos; a genealogia não é uma história total de toda prisão.
7. Vigiar e Punir, Michel Foucault (1975)

História da Sexualidade I: A Vontade de Saber
Dificuldade intermediária. Tema: biopoder e produção de discursos. Questiona a narrativa de simples repressão sexual; não afirma que proibições e violência desapareceram.
8. História da Sexualidade I, Michel Foucault (1976)

Os Condenados da Terra
Dificuldade avançada. Tema: colonialismo e violência. Fanon torna a dominação colonial concreta no corpo e na política; o contexto da guerra da Argélia delimita suas formulações.
9. Os Condenados da Terra, Frantz Fanon (1961)

Problemas de Gênero
Dificuldade avançada. Tema: norma e identidade. Butler examina como repetições normativas produzem gênero; a densidade conceitual e o diálogo com outras autoras pedem apoio.
10. Problemas de Gênero, Judith Butler (1990)
Controle contemporâneo: desempenho, transparência e informação

Psicopolítica
Dificuldade intermediária. Tema: poder e autoexploração. Han propõe que a liberdade pode ser mobilizada como técnica de controle; o ensaio generaliza e precisa de contraste empírico.
11. Psicopolítica, Byung-Chul Han (2014)

Sociedade da Transparência
Dificuldade introdutória a intermediária. Tema: transparência e exposição. Formula um diagnóstico incisivo, mas trata instituições e culturas distintas com pouca diferenciação.
12. Sociedade da Transparência, Byung-Chul Han (2012)

Infocracia
Dificuldade intermediária. Tema: informação digital e democracia. É uma hipótese filosófica sobre atenção e enxames, não medição completa de plataformas ou eleições.
13. Infocracia, Byung-Chul Han (2021)

Genealogia da Moral
Dificuldade avançada. Tema: produção de valores. Nietzsche pergunta pelas forças e afetos por trás da moral; explicar uma origem suspeita não basta para refutar um valor.
14. Genealogia da Moral, Friedrich Nietzsche (1887)
Literatura: como o controle é vivido

1984
Dificuldade introdutória. Tema: vigilância, linguagem e memória. O romance torna a dominação sensível e memorável; Oceânia não é modelo empírico aplicável a qualquer Estado ou tecnologia.